Previdência federal · 2025
Em 2025, aposentadorias e pensões de servidores civis dos três Poderes e da Polícia Civil do DF, mais as pensões a dependentes de militares das Forças Armadas e da PM e dos Bombeiros do DF, custaram R$ 135,4 bilhões. A contribuição de quem recebe ou vai receber cobriu 21,1% disso. Os militares inativos ficam fora: não são previdência.
Despesa de 2025 dividida por quem a financiou. A contribuição patronal é a própria União pagando a si mesma, com dinheiro do Tesouro.
Fora da conta: os militares inativos. A reserva remunerada e a reforma não são previdência: o militar inativo continua militar, e a remuneração dele é encargo do Tesouro, sem contribuição do militar nem patronal (Lei 6.880/1980, art. 53-A; PLDO 2027, Anexo IV.12, item 4.1.1). Em 2025 custaram R$ 34,4 bi, para 168.564 pessoas: R$ 204,0 mil por inativo ao ano. Na folha de dez/2025, 80.270 estavam na reserva remunerada e 90.878 eram reformados, 17.409 deles por invalidez ou doença. Só a pensão que o militar deixa aos dependentes quando morre, que recebe contribuição de militares e pensionistas, entra na conta.
Também fora: parte do que o FCDF paga. O Fundo Constitucional do DF paga, com dinheiro da União, os inativos da PM e dos Bombeiros do DF (R$ 3,0 bi), que são militares e ficam fora pelo mesmo motivo; e os aposentados e pensionistas da saúde e da educação do DF (R$ 5,3 bi), que são servidores do regime próprio do DF, não da União. Na conta ficam os aposentados e pensionistas da Polícia Civil do DF e as pensões a dependentes de policiais militares e bombeiros (R$ 2,1 bi).
Contagem das avaliações atuariais oficiais que acompanham o PLDO 2027. Os civis incluem os três Poderes e o Ministério Público da União.
| Grupo | Aposentados ou inativosApos./inat. | PensionistasPens. | Total | |
|---|---|---|---|---|
| ExecutivoSiape, DPU, Abin e Banco Central | 421.369 | 281.712 | 703.081 | |
| LegislativoCâmara, Senado e TCU | 8.752 | 3.729 | 12.481 | |
| Judiciáriotribunais federais, TJDFT, CNJ | 34.919 | 10.145 | 45.064 | |
| Ministério Público da União | 2.797 | 1.055 | 3.852 | |
| Servidores civis | 467.837 | 296.641 | 764.478 | |
| Dependentes de militarespensionistas | — | 224.321 | 224.321 | |
| FCDFPolícia Civil e pensionistas da PM e Bombeiros do DF | 4.449 | 11.217 | 15.666 | |
| Total | 472.286 | 532.179 | 1.004.465 |
Fora da contagem: os 168.564 militares inativos das Forças Armadas (reserva remunerada e reforma) e os 17.171 inativos da PM e dos Bombeiros do DF, que não são previdência (seção 01). Com eles, eram 1.190.200 pessoas. Os aposentados e pensionistas da saúde e da educação do DF não entram na contagem: a avaliação atuarial da União não os inclui.
Déficit dividido por todos que recebem: aposentados e pensionistas. A parte clara soma a contribuição patronal, que também sai do Tesouro.
No FCDF, a contribuição patronal (R$ 0,9 bi) é quase do tamanho do déficit (R$ 1,0 bi): por isso o custo para o Tesouro por beneficiário é quase o dobro do déficit.
Despesa primária é tudo o que a União gasta, exceto juros e amortização da dívida.
Base: despesa primária empenhada em 2025, R$ 3.216,6 bi. É o total de R$ 3.934,1 bi menos R$ 363,6 bi de juros e R$ 354,0 bi de amortização (RREO, Anexo 1). Cada barra vai de 0% a 100%. Fora da conta, os militares inativos das Forças Armadas custaram R$ 34,4 bi, 1,07% da despesa primária, e os da PM e dos Bombeiros do DF, R$ 3,0 bi.
O INSS (Regime Geral) paga trabalhadores do setor privado. É muito maior em tamanho, mas o déficit de cada beneficiário é uma fração do déficit dos regimes federais.
| INSSRegime Geral | Federaiscivis, dependentes de militares e FCDF | |
|---|---|---|
| Beneficiários | 35,2 mibenefícios | 1,00 mipessoas |
| Despesa em 2025 | R$ 1.030,4 bi | R$ 135,4 bi |
| Contribuições | R$ 709,4 bi68,8% | R$ 53,2 bi39,3%, com a patronal da União |
| Déficit | R$ 321,0 bi | R$ 82,2 bi |
| Déficit por beneficiário, por ano | R$ 9,1 mil | R$ 81,8 mil |
No INSS a contagem é de benefícios (35.173.071 em dez/2025); quem recebe dois benefícios, como aposentadoria e pensão, conta duas vezes. Por pessoa, o déficit do INSS seria um pouco maior. As contribuições do INSS incluem as dos empregadores privados; as dos federais incluem a patronal paga pela própria União. O BPC/LOAS é assistência, não previdência, e ficou fora.
INSS mais servidores civis, pensões a dependentes de militares e FCDF: o quanto isso pesa na despesa primária da União, que é tudo o que ela gasta exceto juros e amortização da dívida.
Sobre o orçamento total, que inclui juros e o refinanciamento da dívida (R$ 5.379,4 bi), a previdência é 21,7% da despesa e o déficit é 7,5%. Fontes: RREO, Anexo 1 e Anexo 4 (p. 17–20).
Despesa empenhada. Todos os valores são de 2025 e usam o critério do RREO no fechamento do ano. A despesa efetivamente paga é um pouco menor, porque parte fica para restos a pagar.
Déficit oficial é a despesa menos todas as contribuições, inclusive a patronal. Custo para o Tesouro soma o déficit e a patronal, porque a patronal sai do mesmo caixa que paga os benefícios. O próprio Tesouro a trata como intraorçamentária e a exclui do resultado primário.
Beneficiários vêm de três bases. Civis: cadastro de julho de 2025. FCDF: 31/12/2025, aposentados e pensionistas da Polícia Civil e pensionistas da PM e dos Bombeiros (Anexo XV). Militares: maio de 2025, projetado para 31/12/2025. Nos militares, contam só os pensionistas: as 224.321 pessoas que recebem, não as 139.842 pensões. Os 168.564 inativos das Forças Armadas e os 17.171 da PM e dos Bombeiros do DF ficam fora da conta.
Militares: inativos e pensão são coisas diferentes. Os proventos dos inativos (reserva remunerada e reforma) vão ao próprio militar. São custeados só pelo Tesouro: a remuneração dos militares ativos e inativos é encargo do Tesouro Nacional (art. 53-A da Lei 6.880/1980), sem contribuição do militar nem patronal (avaliação atuarial dos militares, PLDO 2027, item 4.1.1, p. 7). O RREO os trata como despesa de pessoal, não previdenciária: em 2025, 168.564 inativos e R$ 34,4 bi. A pensão militar vai aos dependentes do militar falecido e recebe contribuição de militares e pensionistas, com o Tesouro cobrindo a diferença (art. 71, § 2º-A): 224.321 pensionistas, R$ 28,2 bi de despesa, R$ 9,6 bi de contribuições e R$ 18,6 bi de déficit. Os R$ 53,0 bi de "déficit dos militares" somam os dois, e o próprio Tesouro chama o resultado de "balanceamento", não de resultado previdenciário (RREO, Anexo 4, p. 19). Por isso este infográfico deixa os inativos fora da conta e os mostra à parte, e conta só a pensão aos dependentes (R$ 28,2 bi de despesa, R$ 9,6 bi de contribuições, R$ 18,6 bi de déficit).
Reserva e reforma ficam juntas fora da conta, inclusive os reformados, que lembram mais os aposentados. O militar costuma ir para a reserva com 35 anos de serviço e só passa à reforma na idade-limite, que a Lei 13.954/2019 subiu (para praças, de 56 para 68 anos). A fronteira entre as duas é a idade, não a natureza do pagamento: contar só os reformados faria o déficit cair a cada ano por reclassificação, sem que o gasto mudasse. A divisão da folha de dez/2025 vem do arquivo mensal do Portal da Transparência (171.148 inativos; 53,5% do valor na reserva e 46,5% na reforma) e é refeita por reserva-reforma.py.
Por Poder só se publica quantos recebem. Nenhum relatório oficial separa a contribuição por Poder, por isso o déficit aparece só para o conjunto dos servidores civis.
FCDF é o Fundo Constitucional do Distrito Federal, pelo qual a União paga a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do DF e ajuda a custear a saúde e a educação do DF. O RREO de dezembro foi republicado e o quadro do FCDF passou de R$ 5,1 bi para R$ 10,4 bi de aposentadorias e pensões. Aberto por ação orçamentária (Portal da Transparência, despesa de 2025 da unidade 73901), o total bate centavo a centavo: R$ 5,1 bi da segurança pública, que é o valor original, e R$ 5,3 bi de aposentados e pensionistas da saúde e da educação do DF, que a republicação acrescentou. Estes são servidores do regime próprio do DF e ficam fora. Da segurança pública, ficam fora também os inativos da PM e dos Bombeiros (R$ 3,0 bi), pelo mesmo critério dos militares das Forças Armadas. Entram os aposentados e pensionistas da Polícia Civil (R$ 1,4 bi) e as pensões da PM e dos Bombeiros (R$ 0,7 bi), com as contribuições do quadro do FCDF (R$ 0,26 bi de segurados e R$ 0,89 bi patronal), que são as mesmas na versão original e na republicada. A conta é refeita por fcdf.py.
Fora da conta: os inativos dos ex-territórios do Amapá e de Roraima, pagos pela União (R$ 1,7 bi no RGF), que não sabemos se o RREO inclui no RPPS civil; e o BPC/LOAS, que é assistência social.
Todos os arquivos estão guardados junto deste infográfico, na pasta fontes/, com o hash SHA-256 de cada um.
RREO-Uniao-dez2025-republicado.pdfPLDO2027-Anexo-IV.11-Avaliacao-Atuarial-RPPS.pdfPLDO2027-Anexo-IV.12-Avaliacao-Atuarial-Militares-vol1.pdfSiconfi-RREO-Uniao-2025-6bim.jsonSiconfi-RGF-Anexo1-2025-3quad-poder-*.jsonBEPS-dez2025.pdfRTN-dez2025-serie-historica.xlsxPortal-Transparencia-Reserva-Reforma-Militares-202512.zipPortal-Transparencia-Orcamento-Despesa-2025.zipAchou um número errado? Cada correção é feita com data e registrada. Diga qual número, onde aparece e qual fonte mostra o valor certo.
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